fevereiro 14, 2011

Hoje é o dia em que não consigo sair à rua sem sentir uma ansiedade secreta de comer chocolates. Hoje é o dia que me lembra o quão miserável a minha experiência adolescente tem sido. E é. E não pretende melhorar.
Um homem perfeito seria o Bruno Mars misturado com o Rafael Nadal. Um misto de turbilhão de hormonas combinadas com talento e frescura. E muito suor. Isto existir e eu estava no céu
Dia dos namorados. Dia de Sº Valentim. Dia de pessoas enroladas nos cantos dos bancos. E é por isso que eu agradeço a algo superior por estar a chover.
Sou invejosa, tenho direito de o ser. Porque estou sozinha à tempo suficiente para ser a cabra com quem ninguém quer estar. Tecnicamente ainda não cheguei a essa faixa do meu fim, mas já é fácil deslumbrar o meu futuro no Utube.
Criei este blog com o propósito de transmitir anonimamente tudo o que passa pela cabeça, ventre, coração e alma. E sou tão estúpida que resolvi dar a cara por tudo o que vai ser escrito aqui. Acho que não tem sentido inventar um nome código, como florzinha76, ou Sweetheart23. Se sou adulta o suficiente para fazer sexo, também tenho de ser para escrever coisas tolas, sem sentido algum e que não pretendem ter uma faísca de moral que não pode ser ultrapassada. Escrevo o que quero, porque quero e quando quero. A frase da minha vida, deixando a humildade de lado, apareceu numa publicidade a um banco. Por isto, podem ver o quão a minha vida é interessante.
Não sou a melhor, mas ninguém é melhor do que eu.
Ah, quão inspiradora esta fábula dos tempos modernos e futuro pode ser.
O meu futuro tem dois picos distintos: o fracasso e o sucesso.
Eu vou cair tanto que vou ter de apreender novamente a andar. Se eu algum dia desistir, ninguém vai querer saber. A menos que case com um jogador de futebol que me trai com um colega de equipa. Aí sou capaz de sair na capa da Caras com uns óculos escuros, cabelo desarranjado e fato de treino. Sim, eu sonho muito alto.
Continuando, a complexidade da minha personalidade põe-me num nível que poucos conseguem chegar. Não quero ser mal interpretada. Eu apenas moldei-a, transformei-a num monstro invisível com um escudo protector.
Agora penso: Quem criaria Seres Humanos perfeitos com vontade de matar ?