março 22, 2012

Falta um dia apenas para o 2º(e demasiado longo) período terminar.
Não aguentava mais, sinceramente. Todas as aulas inúteis e disciplinas que odeio acabaram com o que restava da minha alegria de viver. E agora, tenho 2 semanas para a recuperar.
Estou também num impasse. Quero que chegue Junho, é sinal de férias, dos meus 18 anos, de liberdade. Mas por outro, é sinal de exames, de despedidas.
Despedidas estas que sabemos que não são um "até já" mas sim um "a gente vê-se por aí".
Foram 3 anos da minha vida com as mesmas pessoas.
Por mais que tenhamos tido discussões, por motivos que chegam a ser infantis, estas pessoas ajudaram-me a crescer. Partilharam os mesmos momentos comigo, conhecem-me melhor que a minha família. Não que seja complicado.
Mas não quero falar sobre este assunto agora. Vai haver um momento mais adequado. Um momento que anseio que chegue, mas que quero que nunca aconteça. Entendem?
Junho vai ditar muitas das minhas decisões. Londres ou universidade?
Dúvidas e mais dúvidas e mais dúvidas. Eu realmente não sei. Não é uma decisão fácil, nunca o foi. Pode mudar o meu futuro para sempre. Apenas espero que, independentemente de qual seja a escolha que tome, seja a que me faça feliz.
E pronto, as minhas notas são razoáveis, tenho de me empenhar em matemática e começar a estudar.
E...ainda temos 2 meses juntos. A minha sugestão é que eles sejam inesquecíveis.

E...oh, depois falo sobre isso. Não vou apressar o que já por si só corre rápido. Demasiado rápido.

março 17, 2012

Será normal uma banda não fazer parte da minha vida, mas sim ser a minha vida?
Não estou a exagerar, o problema é exactamente esse. Sempre adoro dramatizar as situações, mas esta consegue ser dramática sem qualquer ajuda da minha parte.
Fui-me abaixo 3 vezes esta tarde. Completamente abaixo.
Não me sinto segura, não mais.
Estou sem rumo algum. Apercebi-me que estou presa a isto mais do que imaginava.
Não há solução.
Só sei que quarta-feira, o meu mundo pode desabar.
E vou precisar de alguém ao meu lado nesse dia, e que ature as minhas respostas tortas e má educação.
Mas estou a tentar ser positiva. Estou a tentar não dar tanta importância.  Mas esqueço-me que já não sou eu que controlo a minha vida.
Estúpida. 

março 11, 2012

Eu queria tanto ser como as modelos que aparecessem nas campanhas publicitárias. Queria tanto ser bonita como elas, ter o corpo perfeito e poder vestir qualquer roupa.
Mas ao invés, nasci assim.
Não visto o 32, não posso vestir qualquer roupa. E definitivamente, não sou bonita.
Mas, por vezes, durante 3:27 minutos, eu esqueço as inseguranças e realmente escuto o que a canção diz. E rezo para que esse seja o meu caso. Mas não é (choque).
Devia estar a estudar, mas nunca o faço, portanto, hoje vou cumprir o padrão.
Gostava de me importar. Sim, gostava de realmente querer saber. Mas não quero. É estranho, sempre que pego em um livro para o abrir, tenho de pensar duas vezes se devo mesmo fazê-lo.
Acho que realmente não pertenço aqui.
O problema é que tenho medo de não pertencer a lugar algum.
E pior do que não pertencer a nenhum lugar, é não o querer. Eu não sou a típica rapariga de 17 anos que namora, que tem um interesse real, que realmente se importa com a roupa que veste.
Não sou a rapariga que usa saltos, que consegue andar de cabeça levantada e olhar os olhos de outra pessoa.
Eu...sou o tipo que nunca larga o mp4. Eu literalmente entro em pânico sem música.
Nunca, mas nunca mesmo, me esqueço dele. Como poderia esquecer uma parte de mim?
Sou o tipo que prefere a companhia da música à de pessoas, que não tem interesse em se apaixonar e que prefere ser a esquisita do que a vulgar.
E não tentem entender quem eu sou. É desinteressante e tempo perdido.
Se procuram respostas, nunca as vão encontrar.

março 06, 2012

Obrigado pela conversa de ontem. Fez-me entender tantas coisas e questionar outras quantas. Provavelmente iremos falar disto um dia, talvez já amanha.
Passam-se tantas coisas estranhas na minha vida. Tantas vontades, tantos desejos. Tantos temores.
É uma espécie de montanha russa. Mas eu não consigo aproveitá-la. Tenho os olhos fechados, e não me preocupo em os abrir, afinal, estou mais segura assim.
Obrigado. Se soubesses o quanto eu te percebo, e se eu imaginasse o quão me entendes a mim, acho que seria muito mais fácil.
Mas encaremos a realidade, não estamos destinadas a facilitismos.
A novidade é que pela primeira vez na minha vida, eu escrevo isto enquanto sorrio. E não sei se tal facto é sinal de maturidade ou de loucura. 

Queria tanto voltar a escrever outra vez. Mas tenho medo das palavras, e elas também não me procuram.
Talvez devesse ser eu a tomar a iniciativa, talvez devesse dar o braço a torcer.
Mas como uma borboleta voa, eu estou destinada a sofrer.