Nada devia ser tão complicado como é, contudo, nada poderia ser demasiado fácil, pois há o risco de se tornar desinteressante.
Infelizmente, desvaloriza-se demasiado o que se tem, pelo simples facto de não apresentar um desafio. O gene humano arranja sempre algum motivo para ironizar o próximo, as relações ou mesmo a solidão. Defesa? Talvez. Não interessa. Todos escrevem sobre o amor, sobre o que o futuro lhes irá reservar e sobretudo como os fantasmas do passado os assombram. Tudo isto perdeu a poesia da antiguidade, ou dos livros. Nos livros que leio, o amor é mais do que sentir a barriga doer, ou o coração palpitar com uma velocidade paranormal. É...querer tornar o amante na pessoa mais feliz do mundo. É querer dar o mundo e mesmo assim não ser suficiente. É não poder mas fazer.
E quando percebemos que estamos agarrados a um telemóvel, à espera que a próxima mensagem recebida seja dessa pessoa, desejando que ela nos diga algo completamente banal, possivelmente é paixão. Não falo por experiência própria, mas espero um dia poder fazê-lo.
E cá estou eu, caindo na tentação de falar sobre amor e tudo o que isso significa. Eu nunca me vou cansar de tentar dar uma explicação, embora saiba que se for explicado perde o encanto. Não totalmente, mas só por si a palavra significa tanto. Um " amo-te" sincero vale mais do que todos os presentes que tentem oferecer.
Ignorando o facto de todos a dizerem, em qualquer circunstância, falarei do que me assusta particularmente agora. Último ano no liceu.
Eu sei, tema desinteressante, muito usado para tema de filmes americanos.
Mas é importante. Como disse a Beatriz, o facto de se tentar torná-lo em algo mágico e inesquecível poderá fazer com que ele seja ridiculamente banal. Eu realmente preciso deste ano. O meu último ano sem quais queres responsabilidades, medos ou senãos. This is it.
É isto que todos querem certo? Um ano com uma boa média, uma viagem memorável, um baile épico e uma candidatura a uma boa universidade, com a certeza de que vai ser aceite.
Eu quero isto. Quero ser uma das protagonistas dos momentos gloriosos captados por uma máquina fotográfica. Quero ter os meus amigos todos juntos ao meu lado, uma última vez.
Não sei o que o futuro me trará, mas certamente apenas aquilo que eu lutar por ter.
julho 30, 2011
julho 27, 2011
O mundo dá voltas e voltas, e o único motivo que encontro para não estar a rodar com ele é porque sou imune ao futuro. É a única explicação plausível no meio de tantas que dormem comigo todas as noites.
É algo que faz sentido, se tirarmos todos os contras, vemos que encaixa-se. E mesmo que apontem erros, eu não quero saber. Houve tempos em que queria mais do que tudo conhecer. Hoje não quero pensar em teorias, em factos, em certos ou errados. Sem pressão, sem medos, sem pressentimentos, sem sentimentos, sem uniões, sem lógica, sem prático, sem nada.
Imaginem-me numa estrada com os olhos vendados. Não posso escolher o caminho mais fácil, vou ter de arriscar certo? Isto é, se quero avançar. Coisa que sou obrigada a fazer. Na vida, ou avanças ou morres. E é tudo muito maior do que dor física. Nada se compara ao poder que o coração tem quando está magoado.
Vão haver caminhos maus, em que vou perder a esperança e ser atormentada pelo frio da dor.
Mas haverão outros que se apresentarão como o guia literal para a minha felicidade. E aí ficarei aliviada por ter escolhido arriscar. Resume-se tudo ao que és quando estás sobre pressão. Não o que és num dia normal, segura, com amigos e com um plano sem falhas detectáveis.
Personalidades são postos à prova quando tens de fazer escolhas, escolhas que mudam vidas. E podes pesquisar o que quiseres, não há muito que se possa aprender em milésimos de segundo.
Eu estou numa fase (desde esta manha) em que decidi que sim, posso voltar atrás.
Posso rescrever o que digo, o que faço, o que penso ou o que sinto. Desculpem, termo incorrecto. Posso escrever por baixo o que sinto no presente em relação ao passado. E nada me impede de o fazer. Posso pedir desculpa. Posso ressentir-me de não ter espancado a frustração. De não ter feito nada.
O problema não é conseguir voltar atrás, mas sim que direcção tomar quando o fazes. Ficar lá é uma má escolha, não há espaço para duas de mim.
Despedir-me dele é um dos modos que acho que mais facilmente me dá acesso ao presente. Ao verdadeiro presente.
Sempre irão lembrar-se dos meus erros, das minhas más escolhas. Lembrem-se também que ninguém mais do que eu conhece as minhas falhas. E apenas eu posso desprezar-me por isso. Mais ninguém.
Não posso apagar nada do que fiz. Não posso sequer apagar as memórias. Posso aprender. E errar novamente. E voltar a aprender. Afinal, o que nos faz quem somos são as nossas escolhas, mais do que as nossas palavras. E eu escolho viver a porra da minha vida consoante me apetece.
É algo que faz sentido, se tirarmos todos os contras, vemos que encaixa-se. E mesmo que apontem erros, eu não quero saber. Houve tempos em que queria mais do que tudo conhecer. Hoje não quero pensar em teorias, em factos, em certos ou errados. Sem pressão, sem medos, sem pressentimentos, sem sentimentos, sem uniões, sem lógica, sem prático, sem nada.
Imaginem-me numa estrada com os olhos vendados. Não posso escolher o caminho mais fácil, vou ter de arriscar certo? Isto é, se quero avançar. Coisa que sou obrigada a fazer. Na vida, ou avanças ou morres. E é tudo muito maior do que dor física. Nada se compara ao poder que o coração tem quando está magoado.
Vão haver caminhos maus, em que vou perder a esperança e ser atormentada pelo frio da dor.
Mas haverão outros que se apresentarão como o guia literal para a minha felicidade. E aí ficarei aliviada por ter escolhido arriscar. Resume-se tudo ao que és quando estás sobre pressão. Não o que és num dia normal, segura, com amigos e com um plano sem falhas detectáveis.
Personalidades são postos à prova quando tens de fazer escolhas, escolhas que mudam vidas. E podes pesquisar o que quiseres, não há muito que se possa aprender em milésimos de segundo.
Eu estou numa fase (desde esta manha) em que decidi que sim, posso voltar atrás.
Posso rescrever o que digo, o que faço, o que penso ou o que sinto. Desculpem, termo incorrecto. Posso escrever por baixo o que sinto no presente em relação ao passado. E nada me impede de o fazer. Posso pedir desculpa. Posso ressentir-me de não ter espancado a frustração. De não ter feito nada.
O problema não é conseguir voltar atrás, mas sim que direcção tomar quando o fazes. Ficar lá é uma má escolha, não há espaço para duas de mim.
Despedir-me dele é um dos modos que acho que mais facilmente me dá acesso ao presente. Ao verdadeiro presente.
Sempre irão lembrar-se dos meus erros, das minhas más escolhas. Lembrem-se também que ninguém mais do que eu conhece as minhas falhas. E apenas eu posso desprezar-me por isso. Mais ninguém.
Não posso apagar nada do que fiz. Não posso sequer apagar as memórias. Posso aprender. E errar novamente. E voltar a aprender. Afinal, o que nos faz quem somos são as nossas escolhas, mais do que as nossas palavras. E eu escolho viver a porra da minha vida consoante me apetece.
julho 24, 2011
Adoro pessoas magras, adoro que o verão viva disso e adoro que o mundo gire em volta delas.
Get it? Eu quero que o verão seja sinónimo de corpos esbeltos, perfeitos quase, e orgulhosamente número 36.
Preciso de sentir isso como uma verdade absoluta, porque muito do meu passado alimentou-se dessa teoria. Não quero que ele seja encarado como uma mentira, porque o meu presente nada mais seria do que um engano.
Get it? Eu quero que o verão seja sinónimo de corpos esbeltos, perfeitos quase, e orgulhosamente número 36.
Preciso de sentir isso como uma verdade absoluta, porque muito do meu passado alimentou-se dessa teoria. Não quero que ele seja encarado como uma mentira, porque o meu presente nada mais seria do que um engano.
julho 21, 2011
julho 18, 2011
♕ O mundo seria perfeito se não existisse amor, amizade ou qualquer relação humana. Seria o ideal, mas não o que nos faria melhor. Tudo porque sofrer faz parte da felicidade, assim como o ódio faz parte do amor. O maior inimigo de ambos é indiferença, que consome a esperança e que nos faz ridiculamente chorar. Tantas vezes perdi e ainda continuo a jogar. Porque nada depende de sorte, mas sim do que estás disposto a dar para atingir o que queres. Mais importante: nem tudo o que queres é o que precisas, e sem o que precisas nada podes ter.
Eu nunca precisei de ninguém para tomar conta de mim. Com certeza não será hoje o dia em que precisarei que escolham o que quero, imponham o que faço ou façam suposições sobre o que me faz ser eu . Simples. Comigo, resulta de duas maneiras: os meus verdadeiros amigos falam e eu ouço. O resto do mundo fala e eu mando-o à merda.
julho 16, 2011
A vida leva-nos por estradas escuras e frias, completamente cheias e estranhamente vazias.
Não é um cliché falar de como as coisas são complicadas, porque na realidade temos de o afirmar em voz alta para mentalizarmos-nos de que só obtemos o que queremos quando lutamos por isso.
Tudo é demasiado substancial no meu mundo. Demasiado pouco para mim. E eu não sei onde vou chegar com isso. Talvez nunca saia do sítio onde estou, o que me parece muito improvável. Mas é real nas noites em que penso em como estou só. A franqueza das minhas palavras traduz o estado da minha alma neste momento. Eu não espero nada. Simplesmente, não espero. E prefiro também não querer. Porque o que mais esperamos que aconteça é o que menor hipótese tem de se concretizar.
Madrugada. Sonhos infinitos dentro de um poço demasiado fundo.
Apetece-me ler algo, aprender qualquer coisa. Deixar alguma coisa para trás, comprar algo novo.
Não se agarrem demasiado ao passado. Guardem as recordações e vivam o momento. Porque minutos depois tudo são memórias.
Um dia, daqui a muitos anos, talvez poucos, acaba. A nossa preciosa batalha de tentar juntar pedacinhos e mais pedacinhos à vossa vida tem um fim. Não sei o que se sente quando morremos, mas espero que não seja arrependimento por não ter aproveitado algo que poderia se ter tornado numa realidade bastante agradável.
Não menosprezando o passado, eu aprendo sempre mais com o presente.
E nunca querendo criticar o presente, o futuro é sempre algo pela qual eu anseio viver.
Citando uma das minhas personagens favoritas de todos os tempos,
" -Isto é real ou está na minha cabeça?
- Claro que está na tua cabeça. Mas isso não significa que não seja real."
A tua visão das coisas nunca deve ser limitada por nenhuma regra. Porque tudo é feito para ser quebrado, ultrapassado, recriado.
Eu quero imenso participar numa revolução. Lutar por algo muito maior do que eu.
Ninguém consegue explicar muito bem o porquê da minha necessidade de me meter em problemas, nem mesmo eu.
Apenas...não preciso de definição para ser alguém.
Acreditem, um dia viro o mundo ao contrário.
Não é um cliché falar de como as coisas são complicadas, porque na realidade temos de o afirmar em voz alta para mentalizarmos-nos de que só obtemos o que queremos quando lutamos por isso.
Tudo é demasiado substancial no meu mundo. Demasiado pouco para mim. E eu não sei onde vou chegar com isso. Talvez nunca saia do sítio onde estou, o que me parece muito improvável. Mas é real nas noites em que penso em como estou só. A franqueza das minhas palavras traduz o estado da minha alma neste momento. Eu não espero nada. Simplesmente, não espero. E prefiro também não querer. Porque o que mais esperamos que aconteça é o que menor hipótese tem de se concretizar.
Madrugada. Sonhos infinitos dentro de um poço demasiado fundo.
Apetece-me ler algo, aprender qualquer coisa. Deixar alguma coisa para trás, comprar algo novo.
Não se agarrem demasiado ao passado. Guardem as recordações e vivam o momento. Porque minutos depois tudo são memórias.
Um dia, daqui a muitos anos, talvez poucos, acaba. A nossa preciosa batalha de tentar juntar pedacinhos e mais pedacinhos à vossa vida tem um fim. Não sei o que se sente quando morremos, mas espero que não seja arrependimento por não ter aproveitado algo que poderia se ter tornado numa realidade bastante agradável.
Não menosprezando o passado, eu aprendo sempre mais com o presente.
E nunca querendo criticar o presente, o futuro é sempre algo pela qual eu anseio viver.
Citando uma das minhas personagens favoritas de todos os tempos,
" -Isto é real ou está na minha cabeça?
- Claro que está na tua cabeça. Mas isso não significa que não seja real."
A tua visão das coisas nunca deve ser limitada por nenhuma regra. Porque tudo é feito para ser quebrado, ultrapassado, recriado.
Eu quero imenso participar numa revolução. Lutar por algo muito maior do que eu.
Ninguém consegue explicar muito bem o porquê da minha necessidade de me meter em problemas, nem mesmo eu.
Apenas...não preciso de definição para ser alguém.
Acreditem, um dia viro o mundo ao contrário.
julho 14, 2011
Pensar que ia acabar doeu demasiado, foi um misto de frustração, infelicidade e medo.
Depois de ver que acabou, não doeu assim tanto. Há um vazio no meu estomago, mas um enorme calor no meu coração.
Tenho o orgulho de ser a geração Harry Potter. E nimguém me vai poder tirar todos os bons momentos passados com um livro da saga nas mão ou a expectativa com a estreia de um filme.
Cresci com o Harry, Ron e Hermione. Sei de cor as aventuras, medos, amores e desamores de cada um. Ensinaram-me valores preciosos e apoiaram-me mais do que alguma vez alguém poderá imaginar.
Por favor, eu preciso de vocês. Eu realmente preciso. É frustrante não poder voltar atrás no tempo e tornar a ler o primeiro livro pela primeira vez.
Preciso tanto de voltar a sentir o que senti.
Nada foi em vão. Anos fantásticos, que mais ninguém poderá ter. Porque tudo é único, e Harry Potter era-o num nível difícil de comparar ou igualar
O amor que me fizeram dar fez com que eu tivesse também necessidade de o exigir.
Espero que JKR continue o seu trabalho. Acho que o filho do Harry é uma boa personagem para trabalhar.
Albus Severus Potter :)
Seja como for, será o ídolo de outra geração que não a minha.
E a magia continuará a aquecer corpos e a inspirar vidas <3
Muito obrigado Harry. Sinceramente. Iluminaste o que muitos deram como perdido e tornas-te o mau em esperança.
És parte de mim até ao dia em que o meu coração deixar de bater.
Desculpa não conseguir escrever mais. Não consigo fazê-lo. Sabe tudo a pouco.
E tu sempre foste um muito.
Ficarás sempre comigo, até ao fim.
" Tu é que és o fraco. Não conheces o amor ou a amizade. E eu sinto pena de ti"
julho 08, 2011
“You’re in a car with a beautiful boy, and he won’t tell you that he loves you, but he loves you. And you feel like you’ve done something terrible, like robbed a liquor store, or swallowed pills, or shoveled yourself a grave in the dirt, and you’re tired. You’re in a car with a beautiful boy, and you’re trying not to tell him that you love him, and you’re trying to choke down the feeling, and you’re trembling, but he reaches over and he touches you, like a prayer for which no words exist, and you feel your heart taking root in your body, like you’ve discovered something you didn’t even have a name for.”
Richard Siken
Richard Siken
julho 05, 2011
Lembras-te de quando as tuas memórias eram também as minhas?
Eu não.
Talvez o meu cérebro as tenhas varrido suavemente para um canto , mas o meu coração ainda as sente bater algures.
E é isso que torna a nossa amizade tão complexa e verdadeiramente real; Sabemos quem somos, mesmo que nos tenhamos esquecido do que fomos.
A ternura dos teus olhos faz-me também acreditar no amor, e lembrar-me do que nunca foi perdido, apenas-lamento - esquecido
Eu não.
Talvez o meu cérebro as tenhas varrido suavemente para um canto , mas o meu coração ainda as sente bater algures.
E é isso que torna a nossa amizade tão complexa e verdadeiramente real; Sabemos quem somos, mesmo que nos tenhamos esquecido do que fomos.
A ternura dos teus olhos faz-me também acreditar no amor, e lembrar-me do que nunca foi perdido, apenas-lamento - esquecido
julho 03, 2011
A minha alma é um buraco imenso de todo o tipo de sentimentos que possam existir
É a devastação de um coração que podia ser puro, mas escolheu ser ele mesmo
Não consigo olhá-la de frente sem que os meus olhos se encham de lágrimas e me invada um frio indignado
As lágrimas nunca vão passar disso
Podem ser o sinónimo de arrependimento, mas não vão transformar-se em palavras arrependidas.
A minha boca não se vai abrir. Eventualmente, os olhos secarão e tudo voltará ao princípio do que sempre é um fim.
Eu nunca escolhi ser assim. Nunca escolhi comprometer a minha felicidade e a dos outros por algo que não tem explicação, resolução, satisfação própria.
Não tenho fé. Não tenho nada senão calamidades compostas por vários escalões, desde os que estão submersos em mim, aos que se transformam em vento e invadem a vida dos que me rodeiam.
Amar deixou de ser algo demasiado superficial. Continua a o ser, mas já sem a chama feita de ar. Agora é apenas pó.
Eu tomei decisões que me levaram ao que sou hoje. Todos os pequenos caminhos que tracei, todas as mentiras, angustias que provoquei, medos que alimentei, labirintos que nunca acabei, são a minha casa agora. Mobília, empoeirada e que simplesmente ignoro.
E penso. E duvido. E tenho certezas, que se desvanecem mais rápido que um sentimento de satisfação
E arrepio-me. E canto músicas sem as entender.
Inutilidades. O conteúdo do meu coração é seco, duro e preto.
É magia de cariz malévolo, sem sentido de vida ou de religião.
"Monstro pálido e de tez suave, franzino e solene, deambula pela cidade como se de um anjo se tratasse
E em cada passo que dá, um rasto deixa para trás
Como a avisar
Como a chamar
Pobres inocentes que durante a madrugada
Acordam para a vida de um mundo que é morte
E seguem as pisadas de um anjo que é um monstro
Pobres criaturas, que sonham acordados, despertam para um pesadelo
Que antes de o ser já o era"
A minha alma não segue pisadas, antes seguisse
É uma solitária abandonada pela misericórdia e rejeitada pelo inferno
É livre de querer, incapaz de viver
É a devastação de um coração que podia ser puro, mas escolheu ser ele mesmo
Não consigo olhá-la de frente sem que os meus olhos se encham de lágrimas e me invada um frio indignado
As lágrimas nunca vão passar disso
Podem ser o sinónimo de arrependimento, mas não vão transformar-se em palavras arrependidas.
A minha boca não se vai abrir. Eventualmente, os olhos secarão e tudo voltará ao princípio do que sempre é um fim.
Eu nunca escolhi ser assim. Nunca escolhi comprometer a minha felicidade e a dos outros por algo que não tem explicação, resolução, satisfação própria.
Não tenho fé. Não tenho nada senão calamidades compostas por vários escalões, desde os que estão submersos em mim, aos que se transformam em vento e invadem a vida dos que me rodeiam.
Amar deixou de ser algo demasiado superficial. Continua a o ser, mas já sem a chama feita de ar. Agora é apenas pó.
Eu tomei decisões que me levaram ao que sou hoje. Todos os pequenos caminhos que tracei, todas as mentiras, angustias que provoquei, medos que alimentei, labirintos que nunca acabei, são a minha casa agora. Mobília, empoeirada e que simplesmente ignoro.
E penso. E duvido. E tenho certezas, que se desvanecem mais rápido que um sentimento de satisfação
E arrepio-me. E canto músicas sem as entender.
Inutilidades. O conteúdo do meu coração é seco, duro e preto.
É magia de cariz malévolo, sem sentido de vida ou de religião.
"Monstro pálido e de tez suave, franzino e solene, deambula pela cidade como se de um anjo se tratasse
E em cada passo que dá, um rasto deixa para trás
Como a avisar
Como a chamar
Pobres inocentes que durante a madrugada
Acordam para a vida de um mundo que é morte
E seguem as pisadas de um anjo que é um monstro
Pobres criaturas, que sonham acordados, despertam para um pesadelo
Que antes de o ser já o era"
A minha alma não segue pisadas, antes seguisse
É uma solitária abandonada pela misericórdia e rejeitada pelo inferno
É livre de querer, incapaz de viver
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