Eu era tudo
Eu nunca gostei de pintar, desenhar ou qualquer outra coisa
O meu alimento é a escrita
Pensei que eu e ela nos entendia-mos como o frio a a lareira, éramos como amigos mortais
Precisávamos um do outro porque éramos exactamente o oposto
eu preciso que as palavras queimem a minha carne, que cicatrizem na minha pele
Preciso que caiam em cima dela como flocos de neve, que eu as sinta derreter enquanto absorvo a aura que elas inalam
Eu faço parte delas, e depois, elas fazerão parte de mim
Somos uma bela melodia inacabada.
Não há quaisqueres instrumentos. Só um maestro, sozinho no meio do nada.
Tem os olhos fechados e respira fundo antes de prosseguir com a marcha
Letras formam frases, frases formam orações.
As minhas orações
Não rezo a um Deus celeste, a ninguém em particular
Talvez a quem me ouça
A quem não me ignore
Acho que as frases são me dirigidas. A mim
Não me considero suficientemente boa com discursos. Hesito muito. Gaguejo por vezes. Mas gosto de escrever. Gosto de riscar linhas inteiras.
Reescrever a minha vida, o meu destino
Julgar o meu passado
Decidir o meu futuro
Pôr de lado o meu presente
Felizmente posso escolher pô-lo de lado
Vejo-me como uma melodia, sim
Não daquelas normais, banais
Não, eu sou algo único
Não quero mudar o mundo, eu vou mudar o mundo
Esperem: não falei claramente. O mundo a que eu me refiro não é o que vocês provavelmente conhecem
Eu saboreio cada respiração, cada suspiro que sai dentro de mim
Eu suporto a angustia sozinha
O medo e desilusão
Nunca escondi quem eu era de ninguém.
Mas as pessoas recusam-se a ver-me
A levar-me a sério
Encarem isto como um aviso, um bom aviso: eu sou a nova definição de vilã.
Esqueçam os livros de banda desenhada, os filmes de ficção cientifica.
Eu tenho coração.
Eu sinto.
Eu sou o mais humana que vocês alguma vez serão.
A nova definição que quero dar ao mundo é mais original: uma parede branca.
Uma caneta de filtro preta
Histórias para contar
Umas boas
Outras más
Quero causar controvérsia
Originar um revolução de pensamentos, de papel
Quero despir todas as bibliotecas do mundo e dar aos que necessitam
Quero sair de casa com vontade de sair
E entrar nela com vontade de voltar a sair
A nova vilã que o mundo irá ver, pode matar pessoas, roubar, cometer injustiças. Tudo numa só parede. Na minha parede.
Umas coisas podem ser inventadas, outras reais. Mas ao fim do dia, vão-se misturar e brindar o mundo com as cores mais belas que ele já viu.
Um dia, na minha vida, é o que ninguém quer ter, mas que secretamente todos querem viver.
Vejam: eu pairo sobre o mundo como uma asa. Eu consigo voar quando estou com a parede, quando aperto a caneta de filtro preto na mão.
Subitamente, tudo volta ao normal. Quando lavo as mãos, quando escorre da pele delas a tinta. Quando as seco. Desvanecem-se as palavras como areia. Mas o que vocês não sabem - e que vão passar a saber - é que eu sou igualzinha um deserto. Donde esta veio, há muita mais.
fevereiro 27, 2011
fevereiro 26, 2011
Acho que não tenho nada a perder
Mas também não ganho nada se tentar
Talvez ganhe uma morte social
(quem disse que tenho uma vida?)
talvez, com sorte, morra viva
Estou a tentar ainda encontrar um caminho que dê para o meio de nós os dois
que prove que a matemática está errada
uma nova teoria que conteste tudo o que é dado como certo
Tenho medo de experimentar a felicidade
Tenho medo que ela me magoe
Estou cansada de lutar por pó
De sonhar com tudo, e obter nada
Eu no meio da multidão, sem nada para fazer
corro em direcção a uma estrada que não tem fim
rezo para que dê para onde tu estás
mas lá no fundo sei que vai dar exactamente ao sítio onde me encontro
Corro na mesma
Canso-me
Caio
Levanto-me
E continuo a ser eu, tu e multidão
De tantas coisas que quero dizer, nenhuma me sai
É mais fácil estar quase a alcançar algo do que alcança-la realmente
É mais fácil querer algo do que lutar por ela
As lesões são menores
O sofrimento é menor
ou não
Sou eu, tu e multidão
Começa a chover e eu continuo a correr
Não páro porque não quero ir para casa
Não quero desistir outra vez
Horas, minutos
Meses, dias
Anos
É tudo o que te posso dar
Foi tudo o que tu me deste até agora
Não te culpo
Sou eu que continuo a escrever, a derramar tinta por ti
Sou eu que não te esqueci
Algures, eu tenho o meu lugar
Vou-o encontrar
Pode demorar horas, minutos
Meses, dias
Anos
Mas vou acabar por fechar-te no meu sótão
Fechar-te num cantinho do meu coração, bem sossegadinho
Um dia, vou ser livre
Mas também não ganho nada se tentar
Talvez ganhe uma morte social
(quem disse que tenho uma vida?)
talvez, com sorte, morra viva
Estou a tentar ainda encontrar um caminho que dê para o meio de nós os dois
que prove que a matemática está errada
uma nova teoria que conteste tudo o que é dado como certo
Tenho medo de experimentar a felicidade
Tenho medo que ela me magoe
Estou cansada de lutar por pó
De sonhar com tudo, e obter nada
Eu no meio da multidão, sem nada para fazer
corro em direcção a uma estrada que não tem fim
rezo para que dê para onde tu estás
mas lá no fundo sei que vai dar exactamente ao sítio onde me encontro
Corro na mesma
Canso-me
Caio
Levanto-me
E continuo a ser eu, tu e multidão
De tantas coisas que quero dizer, nenhuma me sai
É mais fácil estar quase a alcançar algo do que alcança-la realmente
É mais fácil querer algo do que lutar por ela
As lesões são menores
O sofrimento é menor
ou não
Sou eu, tu e multidão
Começa a chover e eu continuo a correr
Não páro porque não quero ir para casa
Não quero desistir outra vez
Horas, minutos
Meses, dias
Anos
É tudo o que te posso dar
Foi tudo o que tu me deste até agora
Não te culpo
Sou eu que continuo a escrever, a derramar tinta por ti
Sou eu que não te esqueci
Algures, eu tenho o meu lugar
Vou-o encontrar
Pode demorar horas, minutos
Meses, dias
Anos
Mas vou acabar por fechar-te no meu sótão
Fechar-te num cantinho do meu coração, bem sossegadinho
Um dia, vou ser livre
Mas para que conste,eu nunca dependi de ti para sorrir. Nem para ser feliz. Aprendi a ser forte, e posso ser incompreendida, mas não sou solitária - sou independente. É a única coisa boa que me ensinaste a ser.
fevereiro 17, 2011
Me and You
Quero-te. Mais do que tudo neste mundo.
Quero ser a última coisa em que pensas antes de adormecer. Quero que me acordes todos os dias com um beijo salgado e quente.
Quero que precises de mim. Quero ser o teu início e o teu fim.
Quero que digas que me amas de todas as vezes que fizer-mos amor.
Quero ser o que te tira a respiração. O que te faz respirar.
Quero que sintas a minha pulsação de cada vez que me tocas
Que sintas o meu medo cada vez que me abraças
Quero que me conheças, como mais ninguém conheceu
Quero que me queiras
Que saibas das noites que passei acordada a pensar em ti
Das linhas que escrevi por não conseguir dize-lo em voz alta
De todas as lágrimas que jorraram dos meus olhos cansados de te verem longe de mim
De quão inútil me sentia quando te via triste
E o quão ridícula me sinto por estar a escrever isto
O que dói mesmo é saber que durante este tempo todo, tu sempre olhaste para mim ser me ver
Enquanto eu rastejava por ti
Vês, és o meu ponto fraco. O que toda a gente sabe, menos tu. És o meu único grande erro. O que me torna vulnerável todos os dias, o que eu quero esquecer. O que eu tenho de esquecer
Mas se a vida fosse fácil, eu não saboreava o meu futuro contigo
Porque vai ser contigo
Porque eu preciso de ti
Preciso de te amar e que tu me ames
Preciso de chorar lágrimas de sangue por ti
Preciso que me partas o coração em mil bocados
Preciso que sejas a minha vida
Que sejas a minha alma
O meu corpo
Preciso que me destruas para eu conseguir reconstruir uma vida sem ti
Preciso de te provar para nunca mais tragar algo igual
Preciso que me batas
Quero odiar-te
Quero-te tanto que odeio-me
Porque em toda esta porra de texto
Lês as palavras que nunca serão escritas na parede do teu coração
Aliás, estas são as palavras que nunca vais ler
Porque eu nunca tas vou mostrar
Sussurrar ou gritar
Quero-te tanto que apreendi a amar-te sem ter-te
fevereiro 15, 2011
Songs of My hearT
Ter uma folha em branco à minha frente tornou-se um símbolo da minha vida, também ela vazia. Espera que eu a preencha, talvez com palavras fantásticas, histórias de encantar. Mas quando só lê nela uns salpicos de tinta, mostra a desilusão que todos sentem. Mas é esta folha de papel que a torna indescritívelmente dolorosa. Não são os olhares das pessoas. Nao é o meu reflexo no espelho. É esta simples folha, que espera de mim o que eu sinto que posso dar. Mas não dou. Dói-me o coração porque não tem motivos para deixar de doer. E foi nisto que se tornou a minha vida. Um simples vazio com nada para contar, com nada para dizer, com nada para viver. Vejamos, vou à escola, chego a casa. Durmo. Penso em como ele nao significa nada minha vida, mas depois chego à conclusao que se penso nele é porque ele ainda faz parte dela. Em espírito talvez. Não derramo uma lagrima por ele. Esqueci-me como se chora por alguém que me fez morrer. Morri. Ninguém repara, é incrivel como a falta de comunicação é absurdamente nula. Não estou a falar de palavras.
Estou a representar o meu papel de adolescente integrada, com um grupo de amigos unido. Somos todos hipócritas demais. Não vale a pena revoltar-me contra nada. Já passei por essa fase e não mudou em nada a minha vida. Talvez a minha mentalidade, mas ninguém a vê. Pergunto-me: alguém vê alguma coisa de mim? Ou só os meus bonitos olhos? Ou nem isso?
Gritei tanto em silêncio que rompi os meus pulmões. A minha garganta ficou inflamada de tantas palavras rancorosas proferir. A minha alma ficou negra de tanto lutar para se libertar. O ciclo que criei voltou-se contra mim. Tem, agora, vida própria. Alimenta-se do meu desespero. A solidão deu-me a mão no dia em que nasci, e desde aí que somos inseparáveis. Conto-lhe o que não há para contar, e ela afaga-me o cabelo como uma mãe nunca o fez.
Não tenho pena de viver uma vida que nunca deveria ter sido minha. Lamentar-me das injustiças não faz com que elas acabem.
Gosto tanto das minhas imperfeições que lhe chamo qualidades. Continuo sem querer olhar-me ao espelho. Lembra-me tudo aquilo que não consigo esquecer, e que juro que tento. Escrevo sem ordem de sentimentos ou sentido. Talvez vocês assim compreendam o quão frustrante e confuso é ser Eu.
Mas a ironia da minha existência é que não quero ser mais ninguém.
A minha vida é como uma música dos Coldplay: dolorosamente bela.
Estou a representar o meu papel de adolescente integrada, com um grupo de amigos unido. Somos todos hipócritas demais. Não vale a pena revoltar-me contra nada. Já passei por essa fase e não mudou em nada a minha vida. Talvez a minha mentalidade, mas ninguém a vê. Pergunto-me: alguém vê alguma coisa de mim? Ou só os meus bonitos olhos? Ou nem isso?
Gritei tanto em silêncio que rompi os meus pulmões. A minha garganta ficou inflamada de tantas palavras rancorosas proferir. A minha alma ficou negra de tanto lutar para se libertar. O ciclo que criei voltou-se contra mim. Tem, agora, vida própria. Alimenta-se do meu desespero. A solidão deu-me a mão no dia em que nasci, e desde aí que somos inseparáveis. Conto-lhe o que não há para contar, e ela afaga-me o cabelo como uma mãe nunca o fez.
Não tenho pena de viver uma vida que nunca deveria ter sido minha. Lamentar-me das injustiças não faz com que elas acabem.
Gosto tanto das minhas imperfeições que lhe chamo qualidades. Continuo sem querer olhar-me ao espelho. Lembra-me tudo aquilo que não consigo esquecer, e que juro que tento. Escrevo sem ordem de sentimentos ou sentido. Talvez vocês assim compreendam o quão frustrante e confuso é ser Eu.
Mas a ironia da minha existência é que não quero ser mais ninguém.
A minha vida é como uma música dos Coldplay: dolorosamente bela.
fevereiro 14, 2011
Hoje é o dia em que não consigo sair à rua sem sentir uma ansiedade secreta de comer chocolates. Hoje é o dia que me lembra o quão miserável a minha experiência adolescente tem sido. E é. E não pretende melhorar.
Um homem perfeito seria o Bruno Mars misturado com o Rafael Nadal. Um misto de turbilhão de hormonas combinadas com talento e frescura. E muito suor. Isto existir e eu estava no céu
Dia dos namorados. Dia de Sº Valentim. Dia de pessoas enroladas nos cantos dos bancos. E é por isso que eu agradeço a algo superior por estar a chover.
Sou invejosa, tenho direito de o ser. Porque estou sozinha à tempo suficiente para ser a cabra com quem ninguém quer estar. Tecnicamente ainda não cheguei a essa faixa do meu fim, mas já é fácil deslumbrar o meu futuro no Utube.
Criei este blog com o propósito de transmitir anonimamente tudo o que passa pela cabeça, ventre, coração e alma. E sou tão estúpida que resolvi dar a cara por tudo o que vai ser escrito aqui. Acho que não tem sentido inventar um nome código, como florzinha76, ou Sweetheart23. Se sou adulta o suficiente para fazer sexo, também tenho de ser para escrever coisas tolas, sem sentido algum e que não pretendem ter uma faísca de moral que não pode ser ultrapassada. Escrevo o que quero, porque quero e quando quero. A frase da minha vida, deixando a humildade de lado, apareceu numa publicidade a um banco. Por isto, podem ver o quão a minha vida é interessante.
Não sou a melhor, mas ninguém é melhor do que eu.
Ah, quão inspiradora esta fábula dos tempos modernos e futuro pode ser.
O meu futuro tem dois picos distintos: o fracasso e o sucesso.
Eu vou cair tanto que vou ter de apreender novamente a andar. Se eu algum dia desistir, ninguém vai querer saber. A menos que case com um jogador de futebol que me trai com um colega de equipa. Aí sou capaz de sair na capa da Caras com uns óculos escuros, cabelo desarranjado e fato de treino. Sim, eu sonho muito alto.
Continuando, a complexidade da minha personalidade põe-me num nível que poucos conseguem chegar. Não quero ser mal interpretada. Eu apenas moldei-a, transformei-a num monstro invisível com um escudo protector.
Agora penso: Quem criaria Seres Humanos perfeitos com vontade de matar ?
Um homem perfeito seria o Bruno Mars misturado com o Rafael Nadal. Um misto de turbilhão de hormonas combinadas com talento e frescura. E muito suor. Isto existir e eu estava no céu
Dia dos namorados. Dia de Sº Valentim. Dia de pessoas enroladas nos cantos dos bancos. E é por isso que eu agradeço a algo superior por estar a chover.
Sou invejosa, tenho direito de o ser. Porque estou sozinha à tempo suficiente para ser a cabra com quem ninguém quer estar. Tecnicamente ainda não cheguei a essa faixa do meu fim, mas já é fácil deslumbrar o meu futuro no Utube.
Criei este blog com o propósito de transmitir anonimamente tudo o que passa pela cabeça, ventre, coração e alma. E sou tão estúpida que resolvi dar a cara por tudo o que vai ser escrito aqui. Acho que não tem sentido inventar um nome código, como florzinha76, ou Sweetheart23. Se sou adulta o suficiente para fazer sexo, também tenho de ser para escrever coisas tolas, sem sentido algum e que não pretendem ter uma faísca de moral que não pode ser ultrapassada. Escrevo o que quero, porque quero e quando quero. A frase da minha vida, deixando a humildade de lado, apareceu numa publicidade a um banco. Por isto, podem ver o quão a minha vida é interessante.
Não sou a melhor, mas ninguém é melhor do que eu.
Ah, quão inspiradora esta fábula dos tempos modernos e futuro pode ser.
O meu futuro tem dois picos distintos: o fracasso e o sucesso.
Eu vou cair tanto que vou ter de apreender novamente a andar. Se eu algum dia desistir, ninguém vai querer saber. A menos que case com um jogador de futebol que me trai com um colega de equipa. Aí sou capaz de sair na capa da Caras com uns óculos escuros, cabelo desarranjado e fato de treino. Sim, eu sonho muito alto.
Continuando, a complexidade da minha personalidade põe-me num nível que poucos conseguem chegar. Não quero ser mal interpretada. Eu apenas moldei-a, transformei-a num monstro invisível com um escudo protector.
Agora penso: Quem criaria Seres Humanos perfeitos com vontade de matar ?
14 de Fevereiro
Se um dia eu for os teus olhos, não verás luz nas tuas escolhas ou alegria nos teus passos. Verás a realidade. Não fria, não crua. Verás-la despida de pudores, com um sabor amargo no canto da boca. Verás que a vida não é guiada pelo destino, mas por um vento que sopra do limite do teu coração. Saberás que a verdade não é o que te ilumina a mente, mas o que faz querer-te iluminá-la. O facto que condiciona a tua felicidade és tu mesmo. O que dói mais: saberes que vives uma ilusão ou que foste tu a criá-la?
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