junho 30, 2011

Parecer uma boneca não significa que sejas perfeita como uma.
Esforças-te para assemelhares-te com a perfeição porque sabes que o teu interior é tudo menos utópico.
Não podes ser perfeita e ter coração.
Normalmente escolheria o caminho mais fácil. Mas sinceramente, não sei qual é.
Música: Iridescent
Motivo: outra dimensão, outro nível de dor, outro nível de repercussões.
Eu entendo-a. Ela baloiça-me nas suas linhas com uma magia negra e reconfortante. Escrevi-a com mãos que não são as minhas, entendo-a com um coração que não devia ser meu.

junho 29, 2011


Magnetizando os sentimentos, consegues abrir mão do que consideravas sagrado e rever as tuas prioridades.
Consegues ser branco e preto e contininuar a ver as cores do arco íris. Deste vez, não voas com a alma mas sim com asas.




Se amas tens medo de perder
Se perdes tens medo de amar

junho 28, 2011

Às vezes, o caminho mais longo é o que dá mais prazer de percorrer
Hoje vou agarrar-me ao que verdadeiramente amo
Porque preciso. Sem perguntas constrangedoras, sem respostas dolorosas



O tempo mudou, o sentimento não
You died for what you believed
You will always be present






Temos sempre de cuidar
Das coisas que estão mais próximas
Porque o que é facil de ganhar
É ainda mais facil de perder

Explica-me essa felicidade
Que acabaste de viver
Talvez sejas demasiado abençoado
Não consegues lembrar-te?
Que estás aqui agora
Que vives e respiras
Tudo isso são pequenos milagres
Do jeito que são

Temos que ter um cuidado extra
Com as coisas que estão mais perto de nós
Quanto mais próximos ficamos de algo
É mais difícil vê-lo
Quanto mais próximo ficamos de algo
É mais difícil vê-lo
E eu nunca dei valor a isso
Tudo bem em eu dizer-te "nunca desistas"
E "continua a correr atrás dos teus sonhos"
Mas quanto mais tempo se gasta a falar muito
Menos se faz
Vou pressionar o meu punho de coragem contra o
coração
E com a ajuda dele, sobreviver outro dia
E eu nunca dei valor a isso
Vamos lá



Closer, Naruto Shippuuden

junho 27, 2011

Jornalista: Como foi o beijo?

Rupert: Ah, foi um desastre. Ela não parava de rir, nem por um momento e tivemos de repetir a mesma coisa mil vezes. Ela simplesmente olhava para a minha cara e começava a gargalhar. Eu sei que eu tenho cara de palhaço, mas precisavas demonstrar isso a toda hora? (ele segura o pescoço dela, como se estivesse a estrangulala)

Emma: Não foi bem assim. Rupert torturou o  Daniel quando ele beijou a Katie na Ordem da Fenix, então ele fez piadas, mas quem riu fui eu! Ou seja, por causa deste imbecil, quem levou fui eu, e ele está querendo colocar a culpa em mim!

Rupert:  Fugiste da pergunta principal. Como foi o beijo?

Emma: (ela fica fica vermelha) Ah, foi estranho. Imagine beijar um irmão, foi assim. E um irmão muito chato, irritante e insuportável que… que… que perde no tênis de mesa para mim! (ela salta e começa a rir) Pronto, já disse, agora a imprensa inteira sabe que perdes para uma rapariga!

Rupert: (começa a rir também e empurra-a pro lado) Tu és muito chata miúda.

Emma: Tu também és, e eu odeio.te. (ela faz beiço e cruza os braços)

Rupert: (ele começa a gargalhar) Ei, nerd. (ele abraça-a) Eu amo-te muito.

Emma: (ela retribui o abraço e sorri) Eu também te amo, cenoura


A Clockwork Orange é o próximo livro que pretendo ler
Não é divertido nem tem uma história que eu desejaria que me acontecesse.
Tem um vocabulário diferente e interessante, e trata o prazer da violência e da sua prática.
Não estou a tornar-me uma delinquente, nem tenho interesse nesse passatempo. Apenas quero tentar uma nova vertente da Literatura, sem amores prometidos, finais felizes logo desenhados nas primeiras páginas ou adolescências marcadas por um rompimento amoroso. 
Uma nova perspectiva vai fazer-me bem.



Simplesmente, necessariamente e correctamente falando, eu não preciso dos dramas que crias.
Até porque facilmente torno-os numa comédia com humor negro, portanto, se achas que és original, eu sou muito mais

junho 22, 2011


A rebeldia adolescente sente-se quando queremos tanto que arriscamos tudo para ter, nas pequenas mentiras da sexta feira à noite, nas expressões incrédulas quando nos acusam de ter saído em vez de estudado, no ar inocente que convence e move montanhas.
O entusiasmo repentino, o desejo de diversão e de viver, as madrugas sem dormir, o álcool, as discotecas, os jantares, as roupas demasiado justas e curtas, a maquilhagem exagerada, os sorrisos charmosos, a tentativa de tornar aquele momento memorável. Tudo isto faz parte do nosso momento jovem, da nossa música ao estilo de Holyywood, do nosso momento à Paris Hilton.
Sentir a adrenalina de sair, de quebrar regras, de saber que está errado mas mesmo assim saber tão bem, de conhecer pessoas novas, de beijar, de abraçar, de cantar, de gritar.
Eu sinto que vou ser assim para sempre. Jovem, sem preocupações, cheia de armações e à procura de algo novo para fazer.
Sinto que o tempo vai parar, que nada vai mudar. Que as mesmas pessoas vão continuar na minha vida, com as mesmas expressões, as mesmas perspectivas de vida.
Sinto que o mundo não vai acabar em 2012, que vou continuar a dormir em casa da Beatriz, a atacar a despensa da Marta e cozinhar em casa da Liliana.
Que vou continuar a assistir aos jogos da Joana e da Tamara. Que vamos continuar todas a ir para o Porto impulsivamente, discutir por coisas estupidas e acabar no facebook a dizer coisas despropositadas.
Sinto que vou continuar a gravar vídeos caseiros a meio da noite com a Rita, a ter conversas sobre tudo com a Daniela, a falar sobre Gossip Girl com a Sara. Sinto que a minha turma nunca se vai separar. Que ainda tenho muito tempo com o zé, tempo para o tentar decifrar e para o tentar amar.
Sinto que vou continuar a amar a vida, a querer descobri-la, a querer fazer amanha o que não me apetece fazer hoje.
Sinto que o meu grande amor ainda está por aí, esperando que eu o encontre.
Sinto que o amanha vai ser o hoje, e que nunca vai passar disso. Que vai ser uma continuação, uma parte dois, e que tudo vai ser sempre como é. Sempre.
Não quero que nada mude. A vida pode acrescentar algumas coisas, sim, mas tem tudo de ficar onde está. As pessoas não podem simplesmente ir embora e fazer uma vida longe de mim. Eu preciso das caras familiares na rua, dos olás nos corredores, dos sorrisos simpáticos.
De saber quem as pessoas são, de saber prontamente os defeitos e qualidades de cada um.
Não quero despedir-me deles e simplesmente dar as boas vindas a uma nova vida.
Preciso de todos. Todos têm algo único que me faz gostar e acreditar, e se isso for afastado de mim, é como se perdesse o significado do que sou.
Por exemplo, a Daniela é a voz da razão e da confiança que entoa na minha cabeça. A Beatriz a força de vontade para nunca desistir. A Rita a esperança. A Estela a união. A Marta o optimismo.
Tirem-me a Daniela, e vou perder-me. Tirem-me a Beatriz e vou desistir. Tirem-me a Rita e vou cair. Tirem-se a Estela e vou quebrar. Tirem-me a Marta e não vou acreditar.
Todos são pequenas peças que encaixam demasiado bem no meu puzzle. Se uma peça for retirada, ele fica incompleto  Pode continuar a perceber-se a imagem, mas olha-se para lá e sabe-se que falta alguma coisa.
Eu amo cada peça. Amo muito. Dei alguns exemplos, mas existem muitas mais pessoas que são imprescindíveis na minha vida. E não posso menosprezar nenhuma delas, porque era o mesmo que menosprezar o que construímos juntos, os laços que esculpimos e os momentos que se tornaram épicos.
Menosprezar o que vocês são e quem são é o mesmo que menosprezar a minha felicidade.
Não digo que o tamanho das peças não é desigual. É. Há pessoas que significam mais e que magoam mais.
São as que estão mais nítidas na minha alma, e as que têm um lugar honroso no meu coração.
Se prometerem-me um futuro, eu prometo que largo o passado e transformo o meu presente..


junho 21, 2011

" Apenas é impossível se acreditares que é"
Se tivesse de escolher a personagem que mais me marcou, escolheria Willy Wonka
Talvez pelo filme, pela história. Mas sempre que me lembro de Charlie e a fábrica de chocolate, é este o nome que me vem à cabeça :)

junho 20, 2011


Gosh *.*
Resumo da história:
Conflitos em Vancouver, depois  de um jogo de futebol, um rapaz beija a namorada magoada, tentando acalma-la.
A beleza da imagem é ver ao fundo, como cenário, a confusão, o polícia de intervenção perto da câmara, como espectador,  e no meio de tudo um sinal de amor e paixão, digno de ser captado. Eu realmente gosto desta imagem, que depois de explicada se torna demasiado normal ( ou não) mas que tem um sentimento imenso e que faz-me sorrir.
Amor amor amor
Eu adorei e partilho :)
Sempre presente, sempre entranhado nas minhas roupas, na minha pele, sempre a sussurrar ao meu ouvido o que eu não posso esquecer.

junho 19, 2011

Tu disseste, eu entendi, acho que isto é como é
E tudo o que sobra são as memórias de tempo perdido, de palavras que se colaram na garganta e de olhares fingidamente ignorados
O futuro ainda pode ser o realizar de tudo o que desejavas ter feito, podes dizer o que não disseste e corresponder a todos os sinais que te fizeram tremer por dentro
Podes parar de dizer que não amas, de tentar não pensar, não sentir, de desistir só porque é muito complicado
Podes sorrir sempre que aquela música começar a tocar, aquela que te faz lembrar dele de uma maneira estranhamente dolorosa, saltar na cama por fazer e sentir o teu coração demasiado grande para um corpo tão pequeno

Não faças perguntas, não dês significados, não limites o que pode ser ilimitado.

junho 17, 2011

"Smile baby, the world is you"

A sinfonia da tua vida é a coisa mais bela que algum dia poderás escutar.
Tem uma composição suave mas profunda, que transmite tanto um turbilhão de sentimentos como serenidade.
Não é definitiva.
Podes produzi-la assim como podes alterá-la, adequa-la ao tempos, às circunstâncias, às necessidades solenes que o teu corpo exige
És tu que tens de gostar, mas pensas naturalmente na opinião alheia
A aceitação de uma arte pessoal mas unida pela singularidade das diferenças é algo muito importante para um artista que busca o seu lugar no seio de uma sociedade hipocritamente conservadora 
Por vezes, os artistas cedem à pressão e transformam o que devia ser arte em material artificial
Para almas vazias de amor o mais importante é encaixar. Num mundo, num lugar.

Eu acho que todos temos muito para dar ao mundo. Tantas coisas para pintar, para marcar como nossas. Não temos de descobrir tudo de uma vez. 
A paciência é a arma dos sábios. 
E... constrói o teu próprio lugar, sem regras, sem limites. 
Faz o que te faz feliz e não o que os outros julgam que é a tua felicidade. 
Nunca estarás sozinho enquanto acreditares em ti e no que tens a dar
Inspira. Cria. Liberta
O resto é secundário. 


junho 16, 2011

Para o mundo
Não interessa quem eu sou. Importa quem achas que sou
Sou eu que tenho de viver com as palavras e os olhares, e tu com as opiniões formadas por meia dúzia de encontros. Pois bem, eu não sou perfeita. Eu sou estranha, para ser realista.
Mas eu importo-me. Eu magoou-me. Eu de facto tenho um coração frágil, mas que se consegue manter em pé perante as adversidades que encontra.
Eu tenho muito orgulho em ser quem sou e no meu passado.
Não tenho vergonha de falar sobre o que me fez chegar aqui, sobre a caminhada que fiz e as pessoas que me acompanharam.
Eu sou eu e sempre o serei. Não sou a mais alta, mais bonita, a mais inteligente.
Existirão sempre pessoas melhores do que eu, mas ninguém vai ter as minhas particularidades.
E podes procurar o quanto quiseres, vais apenas encontrar pessoas iguais a si mesmas. Espero que apenas te cruzes com essas.
Vasculha o quanto quiseres, mas não vais encontrar o meu sorriso nelas, a minha ironia ou os meus olhos. Vais encontrar outras coisas que te fascinam, mas nunca irão substituir o que vês em mim.
A beleza de ser eu é o facto de ser única. Tanto com os meus defeitos como com as minhas qualidades.
E por mais que te recordes dos meus erros e sofras com eles, as coisas que amas em mim fazerão com que te apaixones por mim novamente.

junho 11, 2011

“Then let me chase you forever”

Vais estar sentada, numa hora e num dia ao acaso e sem a mínima importância, e perceber que está errada, que o óbvio nem sempre é a realidade e que tens motivos suficientes para ser condenada
Vais cobrir a cara com uma almofada, engolir em seco e esquecer que está a dar o teu programa favorito
Vais ligar o computador, procurar músicas dos Linkin Park, ver a tradução no Vagalume, apenas se precisares, e vais pesquisar os blogs do costume. Vais ao facebook saber as novidades, responder aos comentários, às mensagens, aceitar pedidos de amizade de pessoas que nunca viste nem irás ver.
Sabes que a tua vida é uma treta mas não é por isso que a tentas melhorar. Dá demasiado trabalho.
Sabes que estás a ficar doente mas que se dane, quem passa por uma e duas também passa uma terceira.
Não te apetece sair, conversar, ir às compras( meu Deus) ou fazer outra coisa qualquer.
Instantaneamente, vens para a Internet escrever sobre a tua vida, numa página que qualquer um pode ler. Mas não te preocupas porque ninguém pode ver a tua expressão enquanto escreves, ninguém pode saber se é mentira ou verdade o que sai da tua cabeça directamente para as tuas mãos.
Sorris discretamente e sem vontade nenhuma de o fazer. Continuas a escrever, sem assunto pré definido, tentando porém falar sobre algo interessante. Não tens ideias, não tens motivos, nada. Podias falar de mil e uma coisas mas nenhuma é a ideal. Não sabes se vais publicar o texto, mas normalmente publicas tudo o que escreves, portanto não vais mudar de princípios.
Atendes o telemóvel por ser quem é, falas durante uns minutos e desligas. Vais para a sala, sentas-te no chão e continuas a depressiva mensagem. Fazes anos dentro de 2 dias, sentes-te culpada por todos sentirem obrigação em ir e pensas na possibilidade de teres um acidente doméstico.
Pensamento completamente estúpido
Sabes que não dás o merecido valor às pessoas e que exiges demasiado delas.
E subitamente é isso que és. Uma exigente. E continuas a ter amigos ao teu lado, prontos a ir contigo até ao fim. E sentes-te ainda mais pequena agora.
Pequenos problemas são os maiores da tua vida. Ocupam demasiado espaço e tempo numa alma dramatizada pelos escrúpulos.
Está sol. Devia ser sinónimo de felicidade certo? Ou talvez para as outras pessoas o seja.
Hoje...não vês nada para além do monitor. Do monitor que lê as lágrimas da tua alma melhor do que as pessoas  que se dizem donas de um coração.

junho 10, 2011

Ano Lectivo 2010/2011 terminado.
Saudades dos momentos partilhados, da sala só nossa, das desavenças com os professores, das faltas, dos serões quando o docente que lesionava história ( tentei ser o mais educada possível) faltava, as bebedeiras, os aniversários, as compras, os abraços, os desenhos, a troca de livros, as votações, as aulas de Inglês, quando alguém começava a cantar e todos depois completavam a letra.
As aulas de física, quando o Zé ia até a Santa Luzia  =D
O facebook, as conversas sobre ele, os trabalhos de grupo, os gritos em geografia, as quase expulsões, as expulsões, quase inteiramente minhas graças a Deus, as bolachas partilhadas, os espancamentos, as piadas, as gargalhadas, as idas par a florestal, a épica Adega, do grupo Miguel e André *.*, dos gritos histéricos, do James Franco, das aulas de moral, da professora de filosofia, dos momentos em que sentimos que iam ficar gravados para sempre, dos momentos em que lamentei ( e lamento) o facto de não ter tirado uma fotografia, dos sotaques, das músicas brasileiras, das danças, das lutas com giz, da variedade de personalidades, do colidir de opiniões, dos filmes.
Saudades das aulas de Orientação, em que nunca estávamos sozinhos. Das gargalhadas dadas entre as árvores, dos percursos percorridos com o Zé a fazer estupideces, da minha falta de jeito para analisar mapas, da viagem a Londres com a Estela, Beatriz, Sofia e Leonor *.*( nunca vou conseguir esquecer), dos momentos em que sabíamos que precisávamos muito uns dos outros, da união contra o DT, dos perfumes da Liliana, dos Carrinhos de choque em Celorico, das anulações de disciplinas, das brincadeiras idiotas, dos olhares, dos sorrisos verdadeiros, do fim de cada aula de filosofia, dos almoços no Villas, dos passeios depois de almoço, das prendas.
Saudades da Estela, da Sónia, da Jéssica, da Leonor, da Bea, da Marta, da Tamara, da Joana, do Zé, do Davide, da Liliana, da Inês, da Pamela, da Sara, da Silvia, da Patricia, da Filipa, da Andreia, da Sofia.
Saudades de uma turma só minha, só nossa, que tecnicamente estacou numa data e num ano, mas que sentimentalmente nunca se irá desvanecer.
Obrigado a todos e desculpem. Não precisas de pôr a mão na cabeça Zé, não precisas de fazer um ar de desdém enquanto ris Davide. Eu também gosto muito de vocês. Secretamente eu sei que vocês também gostam de mim. Mas eu guardo segredo :)
CLH1*
Por favor, não subas as escadas se sabes que vais ter as descer
I Cant Hold On Much Time Longer 
Com bom grado aceito o papel de vilã
Agora posso continuar a ouvir Leona Lewis ou vais dizer mais alguma inutilidade? 
Eu preciso mesmo de um Bradley Cooper na minha vida

junho 08, 2011

Amar sem querer é como ir a jogo e perder

Julga o que quiseres, mas antes de calcar o teu coração tu já tinhas despedaçado o meu

junho 07, 2011

Parte 6 ( pequenina, só para avivar a memória)

Deitou-se por cima dela e beijou-a mais suavemente
Pequenos espaços entre os beijos, roçares com o nariz
Ela estava prestes a entrar em pânico
A única coisa que a impediu de empurrá-lo e começar a correr foi o efeito relaxador ( e estimulante) que os seus lábios tinham sobre os dela
Recapitulando, ela estava quase nua
Ele tinha apenas uma toalha a cercar o corpo
Estavam na cama dele e subitamente nada mais era importante
A mão dele estimulava o seu corpo
Primeiro os seios, depois a barriga
Ele parou de a beijar e deitou-se ao seu lado
Ela respirou fundo enquanto se perguntava o que teria feito de mal
Não teve muito tempo para se questionar
Curvou-se novamente sobre ela
Retirou-lhe uma madeixa da face e sorriu-lhe
Ela teria retribuído se não tivesse tão extasiada
- Eu realmente gosto de ti, disse-lhe, muito mesmo. E estamos quase a fazer sexo no meu quarto e mal tivemos uma conversa.
Ela não lhe respondeu. Apenas engolia em seco e filtrava o que ele acabara de dizer. Gosto de ti. Sexo no meu quarto. Gosto de ti. Gosto de ti..
Ele continuou
- Eu quero-te mesmo muito. És a única coisa que me passa pela cabeça, a todo o momento. E não sei se isto é bom ou mau. Provavelmente é mau.
Ela ficou realmente confusa.
- Porquê mau?
- Porque se continuar a sentir-me assim, se não pararmos, eu vou-me apaixonar por ti
Ela fez um tremendo esforço para articular a frase
- E isso é uma coisa má?
Ele pensou um bocado antes de responder
- Se eu não sentisse o que sinto por ti, provavelmente não estávamos a conversar. Nem sequer estaríamos aqui. Ia para a cama contigo sem me preocupar com o que poderias ou não sentir.
Se continuares a beijar-me daquela forma, provavelmente não vamos conseguir conversar muito. E eu sinceramente quero começar de outra forma isto.
- Define isto
Ele riu-se. Ela era boa.
- Isto...isto é o que eu quero descobrir.
- Porquê?
- Preciso de ter um motivo?
- Não, mas é melhor que tenhas.
Ambos sorriram e beijaram-se. Não com a pressa de outrora. Não com o fogo. Apenas beijaram-se, apenas alimentaram mais um bocadinho as borboletas salientes que reinavam dentro deles
- Eu também gosto de ti. Realmente muito.
- Eu sei que gostas
- Cala-te parvo. Prometes que não gozas comigo?
- Só se me deres motivos
Ela socou-o no ombro e ele riu-se
- Estou a brincar. Prometo
Ela respirou fundo antes de falar
- Tenho uma paixoneta por ti desde os meus 5 anos.
- Nós conhecemo-nos desde os 5 anos?
- Não. Eu aos 5 anos já era uma perseguidora mundialmente procurada. Idiota!
- Ahahah não me lembro de ti criminosa, desculpa
- Pois, é normal. Tu nunca reparaste em mim, não interessa a idade que eu fale
- Como sabes que não reparei em ti?
- Facilmente. Nunca falaste comigo. E todos os dias estávamos juntos. Todos os dias.
- Tu também nunca falaste comigo
- Mas eu tinha medo que me desses uma tampa
Ele sorriu-lhe
- Provavelmente dava. A verdade é que...foste das únicas raparigas que sempre tive receio de falar
- Porquê?
- Porque és uma perseguidora mundialmente procurada obviamente...Au calma. Estou a brincar.
Não sei, algo em ti afastava a minha coragem e nunca consegui sentir-me à vontade contigo
- Uau, isso é muito bom para a minha auto estima
- Mas és também a única que me faz sentir da forma como me sinto agora
- Como te sentes?
- Feliz. E quase com vontade de te beijar.
- Quase?
- Sim
Ela aproximou-se mais do rosto dele
- Define quase
- Esquece o quase. Beijou-a enquanto as mãos pressionavam o seu rosto mais para junto de si
- Era disto que eu estava a falar, disse-lhe quando se afastaram
- Do quê?
- Dos teus beijos. Beijas realmente muito bem.
- A sério? Quer dizer, achas que beijo bem?
- Muito bem. O que é um problema. para esta relação
Ela sorriu-lhe e corou.
- O que foi?
- Nada. Apenas... disses-te relação.
- E coras por causa disso?
- Eu não corei!
- Coraste sim
- Foi da luz , parvo
- E o aumento do teu ritmo cardíaco também é da luz?
- Provavelmente

Harry

Quando li o primeiro livro, nunca imaginei que esta altura chegasse.
Agora, a menos de um mês de tudo parar ( não acabar) vou tentar explicar a razão da existência de tanto amor por uma história que tanto podia ser ridícula como se tornou fenomenal
O primeiro livro ( a pedra filosofal) é incrivelmente bom e quando o li fiquei muito empolgada para encontrar o segundo. Em poucas semanas já tinha lido 3 livros e sonhava com as caras das personagens, os sotaques e as roupas. Descobri os filmes e amei. Tudo era soberbo e não me desiludiram nem um bocado. 
O Ron sempre foi atrapalhado, um pouco tímido, e não dava valor a si mesmo. Mas em contrapartida era fiel e um amigo como há poucos. 
A Hermione era um nariz empinado e uma sabichona irritante. Mas podia-se contar sempre com ela, em todos os momentos, maus ou bons.
O Harry era um solitário mas encontrou as pessoas certas para encher o seu mundo e o fazer salvá-lo.
Porque, imaginemos, se o Harry tivesse ficado amigo do Draco, provavelmente a história seria muito diferente. 
Ou então não. Se apenas tivermos em conta o coração do Harry e como o amor consegue ser mais forte do que o mal, mais tarde ou mais cedo ele teria ouvido a voz que sempre o guiou e feito a escolha acertada. Mas eu prefiro ser da opinião que um bom coração faz apenas diferença quando temos as pessoas certas ao nosso lado. 
Quando digo "certas", quero dizer pessoas que te amam por aquilo que és, apoiam-te quando ninguém o faz e te dizem as verdades quando ninguém se importa.
Ele foi crescendo, ao mesmo tempo que a complexidade do livro também aumentou, assim como o número de páginas. 
Nunca, nem por um momento, consegui pousar o livro antes de o acabar. 
Levava-o para a escola para continuar a ler, muitas vezes nas aulas de matemática. 
Lembro-me de sempre que trazia um livro da saga para casa, a expressão da minha avó transmitia " outra vez Harry Potter". E sempre me senti feliz com isso.
Um mundo de magia, repleto de segredos e coisas que apenas os que amam conseguem entender, marcou toda a minha adolescência
O meu percurso foi intensamente marcado por palavras inventadas, nomes que não existem e feitiços inúteis.
Mas com certeza inutilidade não se pode adequar a um mundo que tantas vezes quis que fosse o meu e que me ajudou a crescer
O livro que mais me apaixonou foi o 5º, Harry Potter e a Ordem da Fénix.
Completamente viciante, com um filme que fez completamente jus ao livro. Chorei tanto quando o Sirius morreu. 
Derramei quilos de lágrimas, domo se eu fosse o Harry. Ainda hoje quando vejo o filme choro. 
Tenho saudades de quando o vi pela primeira vez. Muitas mesmo.
Enfim. 
A nível de desenvolvimento e riqueza de história, acho que o último ( os talismãs da morte) foi o expoente máximo da história. 
Eu não consegui acreditar na qualidade do livro, parecia de outro mundo, de uma outra galáxia, escrito por alguém sob-humano. Mas foi também quando eu finalmente fiquei triste. Era o último.
Não haveria uma continuação, mais aventuras, mais dragões para lutar, mais Snapes para surpreender, mais amores que finalmente ficam juntos. E chorei. Assim como choro hoje, porque falta muito pouco tempo para a espera acabar. 
Para tudo com o que cresci estacar num ano, numa data que mais que feliz vais ser infeliz
Ao Harry Potter, por salvar os nossos corações
Ao Voldemort, porque o vilão também merece palmas, sobretudo por ser tão fantástico
Aos Weasley, por serem a familía mais divertida
Ao Dumbledore, por ser o herói que moldou outro herói
À Hermione, por ultrapassar os seus limites todos os dias
Ao Ron, por ser o melhor amigo que alguém pode ser
A Hogwarts, por ser a casa que todos querem ter
À JK Rowling, por iluminar uma geração
À magia, por conseguir gravar num pedaço dos nossos corações o momento em que a primeira a página foi decifrada

Eu vou querer voltar atrás, eu vou querer ter novamente 11 anos.
E por mais que seja impossível, nunca vou deixar de acreditar. 
Afinal, o Ron, a Hermione e o Harry também cresceram.
E continuaram especiais
Enquanto eu respirar, eu vou sempre ama-los





junho 05, 2011

Não posso agradar ao mundo e muito menos ele a mim
Mas isso não é um entrave à conquista do que é quase meu, do que desvia ser destinado a mim desde o dia em que nasci
Chega de procurar a perfeição. Num mundo imperfeito, acredita que tu já és demasiado perfeita para ele.
De não interessa quem não te dá valor mas sim quem o faz
E deviam muito menos importar as pessoas que te fazem sofrer.

junho 03, 2011

(Acabei de apagar um enorme texto, apenas porque achei desajustado ao dia de hoje. Se apenas palavras bastassem o mundo seria uma página aberta pronta a correcções)


O meu coração irá manter-se fiel à mãe, como se de um pequeno pássaro sem asas se tratasse