junho 07, 2011

Parte 6 ( pequenina, só para avivar a memória)

Deitou-se por cima dela e beijou-a mais suavemente
Pequenos espaços entre os beijos, roçares com o nariz
Ela estava prestes a entrar em pânico
A única coisa que a impediu de empurrá-lo e começar a correr foi o efeito relaxador ( e estimulante) que os seus lábios tinham sobre os dela
Recapitulando, ela estava quase nua
Ele tinha apenas uma toalha a cercar o corpo
Estavam na cama dele e subitamente nada mais era importante
A mão dele estimulava o seu corpo
Primeiro os seios, depois a barriga
Ele parou de a beijar e deitou-se ao seu lado
Ela respirou fundo enquanto se perguntava o que teria feito de mal
Não teve muito tempo para se questionar
Curvou-se novamente sobre ela
Retirou-lhe uma madeixa da face e sorriu-lhe
Ela teria retribuído se não tivesse tão extasiada
- Eu realmente gosto de ti, disse-lhe, muito mesmo. E estamos quase a fazer sexo no meu quarto e mal tivemos uma conversa.
Ela não lhe respondeu. Apenas engolia em seco e filtrava o que ele acabara de dizer. Gosto de ti. Sexo no meu quarto. Gosto de ti. Gosto de ti..
Ele continuou
- Eu quero-te mesmo muito. És a única coisa que me passa pela cabeça, a todo o momento. E não sei se isto é bom ou mau. Provavelmente é mau.
Ela ficou realmente confusa.
- Porquê mau?
- Porque se continuar a sentir-me assim, se não pararmos, eu vou-me apaixonar por ti
Ela fez um tremendo esforço para articular a frase
- E isso é uma coisa má?
Ele pensou um bocado antes de responder
- Se eu não sentisse o que sinto por ti, provavelmente não estávamos a conversar. Nem sequer estaríamos aqui. Ia para a cama contigo sem me preocupar com o que poderias ou não sentir.
Se continuares a beijar-me daquela forma, provavelmente não vamos conseguir conversar muito. E eu sinceramente quero começar de outra forma isto.
- Define isto
Ele riu-se. Ela era boa.
- Isto...isto é o que eu quero descobrir.
- Porquê?
- Preciso de ter um motivo?
- Não, mas é melhor que tenhas.
Ambos sorriram e beijaram-se. Não com a pressa de outrora. Não com o fogo. Apenas beijaram-se, apenas alimentaram mais um bocadinho as borboletas salientes que reinavam dentro deles
- Eu também gosto de ti. Realmente muito.
- Eu sei que gostas
- Cala-te parvo. Prometes que não gozas comigo?
- Só se me deres motivos
Ela socou-o no ombro e ele riu-se
- Estou a brincar. Prometo
Ela respirou fundo antes de falar
- Tenho uma paixoneta por ti desde os meus 5 anos.
- Nós conhecemo-nos desde os 5 anos?
- Não. Eu aos 5 anos já era uma perseguidora mundialmente procurada. Idiota!
- Ahahah não me lembro de ti criminosa, desculpa
- Pois, é normal. Tu nunca reparaste em mim, não interessa a idade que eu fale
- Como sabes que não reparei em ti?
- Facilmente. Nunca falaste comigo. E todos os dias estávamos juntos. Todos os dias.
- Tu também nunca falaste comigo
- Mas eu tinha medo que me desses uma tampa
Ele sorriu-lhe
- Provavelmente dava. A verdade é que...foste das únicas raparigas que sempre tive receio de falar
- Porquê?
- Porque és uma perseguidora mundialmente procurada obviamente...Au calma. Estou a brincar.
Não sei, algo em ti afastava a minha coragem e nunca consegui sentir-me à vontade contigo
- Uau, isso é muito bom para a minha auto estima
- Mas és também a única que me faz sentir da forma como me sinto agora
- Como te sentes?
- Feliz. E quase com vontade de te beijar.
- Quase?
- Sim
Ela aproximou-se mais do rosto dele
- Define quase
- Esquece o quase. Beijou-a enquanto as mãos pressionavam o seu rosto mais para junto de si
- Era disto que eu estava a falar, disse-lhe quando se afastaram
- Do quê?
- Dos teus beijos. Beijas realmente muito bem.
- A sério? Quer dizer, achas que beijo bem?
- Muito bem. O que é um problema. para esta relação
Ela sorriu-lhe e corou.
- O que foi?
- Nada. Apenas... disses-te relação.
- E coras por causa disso?
- Eu não corei!
- Coraste sim
- Foi da luz , parvo
- E o aumento do teu ritmo cardíaco também é da luz?
- Provavelmente