Ingiro-os diariamente, como se fosse insulina. Como se fosse açúcar. Chocolate.
Dou estalos com a língua, massajo o pescoço enquanto penso no que quero a seguir
Gás infernal pulsa nas minhas veias, alimenta as hormonas que sobreviveram ao tormento da espera
Sinto-me bem, sinto-me viva
Apetece-me saltar. Não sozinha.
Não tem piada se estragar o colchão da minha cama
Apetece-me criar uma revolução
Se o oriente pode, porque não eu?
There'll be trouble when the kidz come out
There will be lots for them to talk about
There'll be trouble when the kidz come out
When the kidz come out
When the kidz come out
When the kidz come out
Provavelmente não é uma ideia genial, mas o mundo não precisa de génios. Precisa de audazes capacitados de inteligência suficiente para saber distinguir euforia de obsessão. Sim, eu daria a melhor presidente da Republica que vocês já viram. Depois provavelmente seria morta a tiro durante um discurso. É por isso que só podem fantasiar com a minha suposta carreira politica. Nunca vai passar de suposta.
Um vício: vê-lo.
Um vício: não o ver
Um vício: morrer
Não preciso de agulhas ou do meu nariz para me matar aos pouquinhos. Tenho olhos.
Azuis, com purpurinas esverdeadas lá para o meio. Eles são a minha arma de aniquilação, a minha bomba nuclear com efeitos secundários sentidos dias, semanas, meses depois.
Eles têm um fio dourado que os liga directamente a um músculo inútil que só serve para abrir o meu canal lacrimal. Quase automaticamente.
A minha droga é fenomenal. Nunca a provei. Mas é fenomenal.

É um bilhete de ida para o inferno. É quentinho.
Mas não passam comboios de volta
Não estou sozinha, não estou. Juro-vos que não