março 07, 2011

Reedefenição(oops)

Depois de reler os textos que publiquei neste blogue, cheguei à conclusão que a minha vida é uma treta. Uma brilhante treta.
Primeiro, parece que cada palavra que escrevo é inspirada numa poça de amargura e depressão.
Depois, só escrevo acerca de palermices adolescentes. Palermices importantes atenção.
De tudo o que eu podia ser, calhou-me ser sensível.
De todas as espécies que existem no mundo, tinha logo de ser humana.
Pergunta: quem sou eu?
Não há resposta. Silêncio. Pausa. Mais silêncio.
"Próxima questão"
Eu não sei quem sou eu, o que vou ser amanha ou daqui a 10 anos.
Sei do que gosto. Gosto de chocolate, do James Franco , do facebook
O que me irrita. Irrita-me a Lady Gaga, a TVI
Sou fútil. Adoro os meus amigos. Adoro a minha roupa. Adoro lojas. Adoro pipocas. Adoro o meu primo. Adoro dormir. Ouvir música. Estar sozinha. Ler.
Detesto que me acordem aos gritos. Injustiças, crueldades. Detesto arroz de feijão.
Adoro vento. Adoro o verão. Adoro correr na praia. Gritar ao final de uma tarde quente. Adoro quando o Mundo acorda e deita-se bem disposto.
O que provavelmente vocês não sabem, porque não têm uma bola de cristal, ou se têm foi dinheiro mal gasto porque elas não têm poderes mágicos ou sobrenaturais, é que eu sou uma pessoa triste por natureza. Apreendi a ser feliz. É verdade, eu sei sorrir com os lábios, olhos, coração e alma.
Sei dar bons abraços, daqueles quentinhos e gostosos. Tudo isso porque eu aceitei a vida que tenho.
Aceitei, não concordo com ela, mas aceitei. Isso permite-me que continue a sonhar bem alto e que levante voo e realize tudo o que idealizei.
Sei que ainda há um lugarzinho para mim, escrito em qualquer lugar, para qualquer hora.
O que define a minha felicidade não é a quantidade nem a qualidade: é o futuro.
Tenho o coração quente de esperança, o sangue cheio se sonhos e os pulmões cheios de palavras que quero gritar e que o mundo vai ter de escutar.
Um dia, em uma hora. Quando chegar a minha vez.