maio 10, 2011


Neste momento, não consigo acabar o que comecei
Não tenho sanidade para fazê-lo, e peço desculpa por desiludir alguém
A verdade é que ele ao roubar-me a definição, levou com ele a minha forma de escrever
E vou ter de reencontrá-la 
Pode estar a quilómetros de distância
Pode estar bem sentada junto de mim
Perdi temporariamente o tacto pelas palavras
Os olhos fecham mais rapidamente do que desejava
E a luta cessa muito antes do que era suposto
Isto não sou eu a comunicar, sou eu a divagar
E não costuma(va) acontecer
Normalmente eu sei o que quero contar
Sei que história tenho de imortalizar, representar
Mas desta vez sinto-me limitada 
E o que antes era meu agora é banalmente narrativo
E eu não gosto
Quero o meu estilo pessoal de volta!
Imbecil, devolve-mo imediatamente antes que te parta a boca toda.
Actos heróicos do século 17 acabaram há 4 séculos atrás, portanto arranja uma nova vida e liberta a minha
Porque embora eu não precise dela, ela é o que me ajuda a continuar em frente
E não tens o direito sequer de avista-la
De tocar-lhe ou lê-la
Tens apenas o direito de despedaçar o meu coração e pisá-lo animadamente
E com um sorriso na cara, corres em direcção ao horizonte ironicamente desenhado à minha frente
Odeio-te e se isso te faz feliz ainda bem
Eu choro por ti e por mim