outubro 22, 2011

É tanto ao mesmo tempo, que acabo por sentir as coisas com a metade da intensidade que deveria sentir.
Perdi a única coisa a que me propus, e que idealizei por anos.
Não me lembro exactamente do anuncio, acho que me desliguei quando ouvi.
Sei que chorei, sei que vi pessoas a chorar. Sei que abracei e fui abraçada. Sei também que me senti traída a injustiçada. Ainda me sinto assim, em parte. Já se passaram quase 24 horas ( meu deus) e estou aqui sentada, admitindo que não choro há mais de 1 hora. Não sei como vou enfrentar o mundo na Segunda. Não sei como vou entrar e não sentir os meus sonhos e expectativas marginalizadas, revividas.
Sei apenas que vou fazê-lo. Conheci pessoas fantásticas e passei bons momentos. Mas como tudo se torna um passado, acho que vi na vitória a única oportunidade de tudo ser continuamente um futuro.
Não sei expressar o que sinto. Não é uma dor insuportável. É mais desilusão do que outra coisa.
Vejo e revejo estes últimos dias e custa. Porque foram perfeitos.
Ninguém merecia mais isto do que nós. E nunca vou entender o que se passou, como o que era tão óbvio para toda a gente se despedaçou.
É por isso que está a custar tanto. Porque a vitória foi-nos entregue na Quinta e roubada na Sexta.
E, hipocritamente, ninguém sabe o porquê.
Fail.