junho 26, 2012

Não sou suficientemente boa. Nunca serei.
Sou demasiado humana, cometo demasiados erros. Preocupo-me demais, dou valor a coisas que a maioria esquece.
Sei que não sentes orgulho em mim, sei que sou uma perda de tempo e de espaço.
Sei também que me amas por obrigação.
Lamento, mas eu não vou mudar. Eu sei que diariamente rezas por um milagre.
Desculpa, mas ele não vai acontecer.
Não sou o que idealizas-te, não sou tudo o que sempre quiseste. Mas...haverá a mínima hipóteses de me aceitares? Posso não ser a melhor aluna da turma, posso não gostar da escola e ser muito preguiçosa, mas gosto de ler. E de escrever.
Posso não perceber nada de matemática, mas dou bons conselhos.
Sei que achas o contrário, mas eu realmente sei que a vida não é fácil. Eu sou a prova viva disso.
Eu estou completamente partida, e acho que estou a começar a deixar de me importar.
Vejamos, eu gosto de estar no meu canto. Gosto de guiar a minha vida segundo o que eu quero. Embora tenha a sensação de que já me perdi à muito.
Dizes que não faço nada de útil. Mas quantas vezes já me fiz de forte para não te preocupar, quantas vezes tive de abdicar de sonhos meus por caprichos teus, quantas vezes abafei o som do meu choro para não te acordar?
Mas sim, socialmente falando, eu sou um estorvo. Socialmente falando, eu sou um ser completamente posto à parte.
Mas gostava que olhasses para mim e sentisses a obrigação de me ver feliz. E que não tentasses impor regras a essa mesma felicidade.