abril 21, 2011

Parte 1

A palavra loucura surgiu em alguma circunstância, em alguma história, em algum lugar.
Adequou-se a alguém, a algum capítulo que marcou uma ou várias vidas.
Apetece-me sonhar com uma história
Espero que estejam de acordo com isso, porque hoje vou escrever sobre algo que me faz realmente feliz
Histórias de amor
Acho que todos os seres normais sonham com o amor e com as consequências positivas de viver um conto de fadas
Não dos da Disney, esses não têm bolinha vermelha
O amor tem de ser sentido, feito, tem de ser elevado ao expoente máximo
Ser vivido dolorosamente e com tudo o que tem direito
Sem limites, sem certos e errados
Antes de contar a história, quero fazer uma pequena introdução
Acho que amar é um grau demasiado elevado para ser atingido
Tem de se ultrapassar vários obstáculos criados por nós mesmos para conseguir-mos dar o nosso pequeno tesouro
Primeiro, criamos um mapa
Dá-mos pistas, encorajamos os concorrente
Mas a verdade é que somos batoteiros, e se alguém estiver prestes a encontra-lo, nós mudá-mos a localização e não há vencedor
Eu sou batoteira, assim como a maioria do universo
E se acredito no amor, é porque já fui amada
Se sonho com ele é porque quero realmente amar alguém
Porque me apaixonei pelas histórias de princesas e príncipes
Porque nunca quis que elas acabassem
Porque queria que houvesse uma continuação
Loucura é um sentimento demente que agoniza a alma e liberta o coração
Que prende os músculos e o cérebro
Que te imortaliza dentro de um mundo fantástico de luxuria
Que grita
Que gosta de sentir, de ter
É suave, quente, estrondosamente veloz
Arrepia, queima, cola

Aqui vai a minha história, completamente idealizada e não vai ser perfeita ou algo do género
Nada do que eu faço tem o intuito de o ser
Imaginem um rapaz e uma rapariga, completamente opostos
Sem nada em comum, não se conhecem, não se tocam, não se falam
Estão no primor da adolescência
Ele joga futebol, sai à noite, bebe e namorisca
Ela escreve, ouve música calma e gosta de estar sozinha
Ele vive para o mundo
Ela vive para o seu mundo
Ele vive o dia, ela planeia-o
Ele sente-se livre, ela tem medo
São da mesma turma, ela sabe que ele existe
Ele finge que não a vê
Aos seus bonitos olhos, ao seu cabelo claro, às suas faces suaves
À forma da sua anca, aos seus jeans apertados ou aos seu tom cristalizado
Ela baixa os olhos sempre que ele passa, cora quando ouve a sua voz
Morde os lábios quando ele passa a mão pelo cabelo
Quando pões as mão nos bolsos ou quando compõe a camisola
Secretamente, eles querem-se
Ela não desconfia de tal coisa, porque é ridículo
Ele também o acha ridículo, mas continua a observa-la em todas as aulas de Inglês
Português ou Matemática
Almoçam na mesma mesa, todos os dias
Falam com as mesmas pessoas, todos os dias
Trocam os mesmos olhares, todos os dias
Arrepiam-se quando estão a menos de um metro de distância
A toda a hora

( Acho que uma vez dado as circunstâncias, não posso acabar a história hoje. Prevejo que ela vai ser longa e acho que uma bocadinho de suspense nunca fez mal a ninguém. )
:)